REPLANTE UMA FLORESTA 2015 - REFLORESTANDO O ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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Bacia do Paraíba do Sul precisa ser restaurada em 583 mil hectares para cumprir Código Florestal. Total equivale a 147 vezes o Parque Nacional da Tijuca; custo da restauração pode chegar a

R$ 1,06 bilhão até 2035

RIO - Dinâmica consagrada na segunda metade do século XIX no Vale do Paraíba, a plantação de café morro acima, com prejuízo à Mata Atlântica, deixou marca profunda de degradação em reservas cruciais de água para Rio, São Paulo e Minas Gerais. Do alto da Serra da Bocaina a São João da Barra, passando pela captação da Cedae, no Guandu, na Baixada Fluminense, paisagens áridas revelam uma preocupante situação que exigirá investimentos inéditos para ser revertida. De acordo com estudos da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), o déficit de cobertura de vegetal para cumprir o que determina o Código Florestal é de 583.070 hectares, o equivalente a 147 vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca. E o custo para restaurar toda essa área, segundo cálculos da ONG Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA), é de R$ 1,06 bilhão até 2035 — média de R$ 53 milhões por ano, valor a ser dividido pelos três estados.

A convite do ITPA, O GLOBO sobrevoou trechos do Paraíba do Sul e flagrou cabeças de gado e até uma casa ao lado do pequeno fragmento de floresta, de onde brotam as águas que, morro abaixo, vão formar a represa de Paraibuna, a maior do sistema, ponto de partida da saga do Paraíba do Sul. O local da nascente fica na cidade de Areias (SP), uma zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

A degradação do verde é tema da quarta e última reportagem da série “O rio da cobiça”. O passivo florestal citado nesta reportagem tem como parâmetro o requisito da reserva legal, ou seja, a obrigação de destinar 20% das propriedades rurais privadas à Mata Atlântica.

Uma janela de oportunidades surge, porém, desse gigantesco