Refúgio e Segregação - Exposição Fotografia {Encontros do DeVIR}

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“REFÚGIO E SEGREGAÇÃO” de Elisabete Maisão
Exposição de Fotografia no âmbito da 4ª Edição Festival "Encontros do DeVIR"

10 de abril a 05 de maio
Entrada Gratuita
Foyer do Teatro das Figuras, Faro

Terça a Sábado | das 13h00 às 19h30

Org: DEVIR CAPA Centro de Artes

Performativas do Algarve

O movimento migratório de pessoas fugindo dos seus próprios países acontece há milhares de anos. A crise dos refugiados na Europa tornou-se numa das maiores na história da humanidade. A fotógrafa Elisabete Maisão percorreu campos de refugiados na Europa, no Médio Oriente, recentemente esteve em Roraima, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. Nas suas visitas de trabalho como fotógrafa faz voluntariado e ensina fotografia a crianças (projeto HOPEN). Em todos estes lugares ouviu histórias de pessoas, de famílias que foram forçadas a deixar os seus países e a iniciar uma viagem sem destino, confrontando-se com uma Europa de portas fechadas. Em Calais, seis mil refugiados tentaram atravessar o canal da mancha para chegar a Inglaterra. Na Grécia, milhares de refugiados morreram e ainda morrem na travessia da Turquia para Lesbos, o campo de Idomeni, hoje desmantelado, chegou a acolher dezoito mil pessoas. Os campos militares para onde foram encaminhados forçadamente, ainda acolhem milhares de refugiados. No Líbano, muitas são as famílias que esperam que a guerra na Síria acabe, para voltar para casa e reconstruir as suas vidas. Actualmente, do outro lado do Atlântico, com a crise na Venezuela são muitos os refugiados que chegam ao estado de Roraima, na fronteira com o Brasil. Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima, as vidas dos habitantes ganharam novas formas, os lugares onde vivem transformaram-se em cidades refúgio. A fronteira entre a Venezuela e o Brasil está aberta. A maioria dos refugiados que mudam de país são da etnia Warau. Por serem indígenas sofrem mais problemas de integração e aceitação. Como possuem poucos recursos económico a sua subsistência está dependente da ajuda exterior. Neste movimento migratório há refugiados indígenas e não indígenas, no entanto não se misturam. Há histórias de racismo, de muita dificuldade de integração, de segregação num sistema desde logo descriminado. Em todos estes lugares, as pessoas vivem num limbo, à espera de soluções exteriores que as ajudem a encontrar soluções de integração para as suas vidas. Não faltam histórias positivas de partilha, em espaços de grande diversidade onde se vive um forte sentido comunitário. Destas experiências, destes olhares, nasce esta exposição fotográfica que nos leva a pensar nas dificuldades enfrentadas por aqueles que se veem forçados a distanciar-se das suas raízes, a viver numa nova realidade.

Info:
DeVIR/CAPa
devir-capa@devir-capa.com | +351 918703414 / 5
www.encontrosdodevir.com

Sobre a 4ª Edição do Festival "Encontros do DeVIR":
Este festival quer continuar a pensar o território, aliando o social ao cultural, o ecológico, o científico e político ao artístico, numa lógica de continuidade e resiliência. Depois de 3 edições onde nos focámos em questões prementes, tanto da Serra do Caldeirão (a desertificação humana), como do litoral (a descaracterização), propomo-nos agora avançar para uma nova edição, dedicando-a ao Barrocal (segregação e memória), onde vivem os estrangeiros, aqueles que escolheram este como o seu espaço de isolamento. A nossa curiosidade leva-nos a assumir este assunto, essa mistura que não se concretiza. É nossa ambição continuar a promover a criação de um olhar contemporâneo sobre o nosso território. Interessa-nos recuperar memórias (a escravatura, os judeus no nosso território…) e apresentar criações, que abordam as tensões provocadas pelas segregações noutras realidades geograficamente distantes, tornando-as próximas e mais compreensíveis.

Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes

(English)

“REFÚGIO E SEGREGAÇÃO” by Elisabete Maisão
Photography Exhibition,entered at the 4th Edition of the "Encontros do DeVIR" festival.

From 10 April to 05 May
Free Entrance
Teatro das Figuras foyer, Faro

tuesday to saturday | 1.00pm to 7.30om

Org: DEVIR CAPA Centro de Artes Performativas do Algarve

The migratory movement of people escaping their own countries takes place for a thousand of years now. The refugee crisis in Europe has become one of the largest crisis in history of mankind. Photographer Elisabete Maisão covered refugee camps in Europe, in the Middle East, she was recently in Roraima, on the border between Brazil and Venezuela. In her work visits as a photographer she volunteers and teaches photography to children (Project HOPEN). In all this places she heard stories of people, of families that were forced to leave their countries and begin a journey with no destination, being confronted with a Europe with closed doors. In Calais, six thousand refugees have tried to cross the English Canal to get to England. In Greece, thousands of refugees have died and die to this day crossing Turkey to Lesbos; the nowadays dismantled Idomeni camp once accommodated eighteen thousand people. Military camps where they were forcible conducted to still accommodate thousands of refugees. In Lebanon, there are many families waiting for the war in Syria to be over, so that they can return home and rebuild their lives. Nowadays, on the other side of the Atlantic, with the crisis in Venezuela, there are many refugees arriving to the state of Roraima, on the border with Brazil. In the cities of Boa Vista and Pacaraima, the lives of the inhabitants have taken on new forms, the places they live in have transformed into sanctuary cities. The border between Venezuela and Brazil is open. Most of the refugees changing country are from the Warau ethnicity. Because they are indigenous people they endure more integrations and acceptance problems. Because they have few economic resources their subsistence depends on outside help. In this migratory movement there are indigenous and non-indigenous refugees, and yet they do not blend in together. There are stories of racism, of difficulty of integration, of segregation in a system discriminated from the beginning. In all this places, people live in a limb waiting for outside solutions that help them find integration solutions for their lives. There are plenty of positive stories of sharing, in spaces of great diversity where a strong community sense is felt. This photographic experience is born from these experiences, this gaze, that makes us wonder about the difficulties faced by those that are forced to distance themselves from their roots, to live in a new reality.

Info:
DeVIR/CAPa
devir-capa@devir-capa.com | +351 918703414 / 5
www.encontrosdodevir.com

About the 4th Edition of the "Encontros do DeVIR" Festival:
The aim of this festival is to continue to focus our thoughts on the territory, combining the social with the cultural, the ecological, scientific and political with the artistic, and all from a perspective of continuity and resilience. After three editions where we focused on pressing questions relating to the Serra do Caldeirão uplands (depopulation) and the coastline (de-characterisation), we are now aiming to stage a new edition focusing, this time, on the Barrocal (segregation and memory), where the foreigners live – those who have chosen this area as their isolated space. Our curiosity led us to address this issue, this mixture that is not materialising. It is our ambition to continue promoting the creation of a contemporary outlook on our territory. We are interested in recuperating memories (slavery, the Jews in our territory...) and in presenting creations that address the tensions caused by the segregations in other geographically-distant realities, bringing them closer and making them more understandable.

DeVIR/CAPa is funded by the Ministry for Culture – Directorate-General for the Arts

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Rua João de Brito Vargas, 8005-518
Faro
10 April , Tuesday 13:00

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